Quatro amigos estão sentados num bar. Acabaram de sair da formatura do Colégio São Pedro. São eles Caio, William, Arthur e Mura. Discutem suas ambições e planos agora que se formaram e se tornaram, finalmente, adultos. Caio diz que deseja se tornar um grande escritor, mas acabou de descobrir que sua namorada está grávida. William conta sobre como quer se tornar um publicitário de sucesso, começando seu curso de graduação na ESPM daqui a alguns meses. Arthur sempre teve habilidade com pintura, mas anda sofrendo pressão dos pais para conseguir um emprego. Conheceu há algum tempo a cocaína, que diz ajudar sua criatividade. Mura é o único que ainda não se encontrou. Sem certeza das suas habilidades, não tem perspectiva de futuro, sendo alvo de piadas do grupo. Eles bebem a última rodada de cerveja juntos, fazendo um brinde ao que ainda está por vir.
Flashfoward para dez anos depois.
Há uma festa de dez anos da formatura da turma de 2004 do Colégio São Pedro. Após uma noite de muita música e bebida, Caio, William e Arthur se dirigem ao bar costumeiro, decididos a relembrar os velhos tempos. Juntos, bebendo cerveja, relembram como eram sonhadores da última vez que estiveram naquele bar. Caio diz, fingindo felicidade, que alcançou o que queria. Após ter se mudado de casa com Jasmine, sua namorada, para criar a filha Luiza, trabalhou durante anos num supermercado de modo a sustentar a família, quase perdendo o sonho de escrever.
William pergunta sobre a filha. Caio se mostra incomodado. Vemos, num flashback, a menina ser atropelada aos 7 anos de idade, na rua em frente a escola. O motorista foge acelerando. Ele conta como isso causou uma ruptura em seu casamento, e que por meses sofreu com a perda até reerguer-se escrevendo seu livro. Resigna-se na cadeira, pedindo uma cachaça pro garçom. Pergunta a William como anda a carreira.
William diz que está tudo muito bem. Anda se mantendo como freelancer e vai se casar no fim do ano com Clarice, que conheceu há alguns meses. Arthur pergunta por que ele retornou ao Brasil, se tinha ouvido falar que ele estava muito bem na Inglaterra. William conta que conseguiu um estágio após a graduação que o ajudava a se manter, mas dois anos atrás teve que retornar pra casa após a falência da empresa de segurança do pai. Vemos num flashback William entrando em casa e descobrindo o corpo da mãe na cozinha. Espantado, corre até os quartos, onde encontra seu pai caído com um revólver na mão, morto com um tiro na cabeça. No presente, William repete que está tudo bem e que está feliz.
Arthur, tremendo um pouco, vai até o banheiro. Retorna com o nariz escorrendo, que limpa com um lenço. Os amigos lhe perguntam se ainda pinta. Ele diz que sim, de vez em quando, fungando. Conta que logo após a formatura começou a pintar como um louco, mas teve uma overdose e foi internado numa clínica de reabilitação. Ao retornar, os pais lhe ajudaram a montar uma galeria, da qual sentia-se orgulhoso. Foi um sucesso por um tempo, mas perdeu-se com o tempo. Hoje trabalha numa loja de eletrônicos. Quando William pergunta o que deu errado, vemos um flashback de Arthur. Ele está dando uma festa de lançamento de um novo lote de pinturas. Uma voz, cujo dono não conseguimos ver, o chama para o banheiro. Lá, lhe oferecem cocaína. Ele diz que isso já não faz parte da sua vida, ao passo que a voz insiste, afirmando que é um dia de comemoração. Ele cede. No presente, ele responde a William que não sabe o que deu errado, limpando novamente o nariz.
Os três pedem mais uma rodada de cervejas. William pergunta "Alguém sabe do Mura?" Todos se mantém em silêncio por um tempo. Arthur diz que chegou a vê-lo alguns anos antes, mas que não mantiveram contato. Brincam que ele deve estar em alguma sarjeta, fazendo um bico qualquer durante o dia.
Na frente do bar, pára um Porsche. A janela abaixa. Vemos Mura, envelhecido, olhando os antigos amigos pelo vidro do bar. Vemos uma sequência de flashbacks. Vemos Mura dirigindo o mesmo Porsche, atropelando a filha de Caio. O vemos vendendo ao pai de William a arma que estava em sua mão. Na festa de Arthur, ele é revelado como dono da voz que o chama para o banheiro. Mura respira fundo, ainda encarando os amigos. Sobe o vidro do carro. A tela escurece.
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26 de jul. de 2013
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